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Sexta-feira, 26 de Junho de 2015

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Galdinas

É um topónimo existente em Bemposta, concelho de Mogadouro, local próximo de Pereiras. Aqui instalou-se, em 1498, um acampamento judaico e aquele local teria uma função idêntica à do Campo Vinte e Quatro de Agosto do Porto  e que ficou conhecido por Mijavelhas. O nome galdinas, significando calças sempre é mais simpático que o topónimo do Porto. 06/07/2015

 

Chocalheiro

04/07/2015

No livro Bemposta, vestígios de civilizações e as suas gentes, na pág.28 está uma fotografia do autor do livro com uma pessoa mascarada de chocalheiro. A pessoa mascarada era uma senhora emigrante da Venezuela que teria cumprido a promessa de apanhar a esmola para o Menino de Jesus, pelos anos 2006 ou 2007. Embora emigrante da Venezuela pertencia à família Folgado de Bemposta por casamento com um neto de Alípio Folgado.

Pereínha ou Bemposta

A Junta de freguesia de Bemposta distribuiu um calendário para o ano de 2015 com uma ilustração do Pelourinho de Bemposta e a transcrição do foral de Bemposta dado pelo rei D. Dinis em 15 de Junho de 1315, onde consta que o nome inicial da localidade de Bemposta era Pereínha. O autor do livro - Bemposta vestígios de civilizações e as suas gentes - publicado por ocasião da comemoração dos 700 anos do foral, refere Bemposta como sendo o nome inicial.

Aceita-se que Pereínha  fosse o nome inicial utilizado pelos Cavaleiros Templários para designar a localização da albergaria construída por eles na pennha: Albergaria da Pereínha.

Foi precisamente a palavra antiga pennha que por adulteração originou os seguintes nomes: Pereña em Espanha, Penas-Róias, Peredo e Pereínha. Este nome Pereínha manteve-se, por via erudita, através de documentos dos Templários. Logo de início surgiu também o nome Bemposta que se transmitiu de geração em geração por via popular (linguagem verbal, não escrita).

Quando o rei D. Dinis concedeu o foral, o nome Bemposta era mais conhecido que Pereínha. A opção do rei D. Dinis foi adoptar para nome oficial aquele que era mais conhecido -Bemposta

 

Bemposta de Ribadouro

            Bemposta - ("Bemposta de Ribadouro" - é com este nome que aparece na Confirmação Geral dos privilégios 23.IX.1449 - fonte ANTT, Lº4 de Além Douro f.142 v/143), situada no Nordeste Transmontano a uns três quilómetros da margem direita do rio Douro, pertence actualmente ao concelho de Mogadouro. É uma terra agrícola, com grandes vinhedos e olivais. Além de vinho e azeite, cultiva-se também o trigo, o centeio e produtos hortícolas

A origem do nome "Bemposta" perde-se na escuridão dos tempos. Dando crédito a uma lenda, alguns habitantes de Algosinho (aldeia próxima de Bemposta) fugindo a uma peste, ter-se-iam deslocado para Nascente (daquele povoado) e teriam ficado numa colina "bem exposta" ao sol, onde se encontra situada a actual povoação de Bemposta, e daí o nome de "Bemposta".

O local confina com o Reino de Castela, havendo necessidade de estabelecer um local de vigia para melhor se defenderem de Espanha. O Rei D. Dinis mandou fortificar este local já habitado (Bemposta)  quando reforçou a defesa das fronteiras do país. Esta atitude do Rei D. Dinis vem confirmar a importância estratégica deste local para defesa da fronteira confiada aos Templários   

Encontra-se esta designação de "bem posto" na obra de Francisco Manuel Alves - Tomo I pág.73 - " Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança" :

 

O livro BEMPOSTA - vestígios de civilizações e as suas gentes - refere-se ao Castelo dos Oleiros como sendo um dos vestígios da civilização romana. Os últimos habitantes foram mouros que eram oleiros, daí o seu nome. Desconhece-se a data da sua construção, mas julga ser do tempo pré-romano ou romano pelos achados arqueológicos. Uma referência a estes achados é dada por A.M.Mourinho em "BRIGANTIA" vol.VII – “Em um castro de Bemposta apareceu um anel romano de bronze com local e engaste olheiras para duas pedras preciosas que se perderam, e, na mesma, esta inscrição: DITE SERVE que deve interpretar-se: DIT(A)E SERV(A)E. Seria uma serva ou escrava a que o patrão ou senhor devia querer muito para lhe dar um anel daquele valor".

A construção do castelo da povoação foi ordenada por D. Dinis quando visitou a zona de Miranda do Douro em 1286. Segundo as investigações de Maria Fernanda Maurício, D. Dinis ao mandar fazer em Bemposta uma "cerca", recomenda que a façam em pedra e cal (ANTT-Chancelaria de D. Dinis, liv.3).  e com 160 braças ao redor, e em que o muro devia ser "alto e ancho" isto é: devia ter a altura e a largura pela medida de Miranda, com duas portas  e em cada porta dois cubelos; dentro deveriam aproveitar um poço que já lá existia, de forma que tivessem água em casa (ANTT idem).

Actualmente (2015) pouco resta desta relíquia histórica que acabará por desaparecer se as autoridades competentes não se interessarem por ela. Um documento de 1530 (citado por Joaquim Neto) já refere que nesta data o castelo estava malbaratado.

Bemposta foi elevada à categoria de vila em 15 de Junho de 1315, data do foral concedido por D. Dinis.  

Locais a visitar: Igreja Matriz; capela de St.ª Bárbara (miradouro); solar com brasão de Diogo de Morais Pimentel de 22 de Abril de 1514 (junto deste solar está a capela de S. Jerónimo com o brasão do cónego magistral Jerónimo Preto Lemos); solar com o brasão de D. Manuel Martins Manso, que foi bispo do Funchal e da Guarda (este solar foi adaptado a uma pousada – solar dos Marcos); capela de Santa Cruz (ou do Santo Cristo) e ainda o Pelourinho.

São ainda dignas de ver: casas típicas de lavrador (casa de habitação e junto dela um curral com porta muito alta e larga permitindo a entrada de carros de bois carregados de feno ou de palha); Adega Rovim e a Barragem de Bemposta. 

Fora da povoação merece uma visita a Faia de Água Alta - que o Abade de Baçal na sua obra " Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança" caracteriza  como "uma cascata magnífica e talvez única na Europa".

 

Ainda segundo um documento do séc. XVIII, a vila pagava 54.500 reis para sustento da "Roda e Expostos" (era o apoio à Infância - enjeitados e órfãos).

Eis obras recentemente publicadas por autores naturais de Bemposta:

MONOGRAFIA HISTÓRICO-ANTROPOLÓGICA - BEMPOSTA  - de Manuel de Jesus Bento Pires e José Carlos Dias Pereira, 2.ª edição (2015)

Á Procura das Raízes - de José Maria Curralo (2014)

BEMPOSTA – vestígios de civilizações e as suas gentes de José Francisco Fernandes (2015).

publicado por bempostaribadouro às 15:51
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